Um modelo de NLP treinado em inglês — ou mesmo em português formal — não consegue ler um prontuário brasileiro com precisão clínica. A razão é simples: a linguagem dos prontuários brasileiros é única.
Médicos usam abreviações que variam por especialidade, por região e até por instituição. 'ICC descompensada c/ edema MMII' é uma frase que qualquer cardiologista brasileiro entende imediatamente — mas que um NLP não treinado nesse vocabulário vai interpretar errado ou ignorar. O mesmo vale para estruturas de negação ('nega dispneia'), temporalidade ('há 3 semanas'), incerteza diagnóstica ('a esclarecer') e relações clínicas complexas ('evolui com').
A iHealth passou mais de uma década coletando, anotando e processando textos clínicos reais para ensinar um modelo de NLP a entender essa linguagem com precisão. O resultado é um motor que não apenas lê — mas interpreta o texto clínico com o rigor que uso regulatório e pesquisa científica exigem.